27 de março de 2011

É valido enganar?! - baseado em fatos reais. (Segunda Parte)


Na manhã seguinte ao trágico acidente, o garoto em seu quarto aos prantos chorava, ele não conhecia ela, mesmo assim tinha seus sentimentos, ficava triste em pensar que não encontraria mais aquela amiga virtual que ele conhecera em um chat de religião.
Aquele dia foi triste, levantou, enxugou suas lagrimas, respirou fundo e foi se arrumando para ir ao colégio, estava no ultimo ano do ensino médio, oa chegar na escola, seus amigos notaram sua tristeza de longe, pois era um garoto de bem com todos, amava as pessoas sem distinguir credo, etnia, classe social, beleza... considerado por seus amigos uma ótima pessoa, uma ótima companhia para conversar sobre a vida e seus testes. Tinha algo naquele garoto que fazia com que na maioria das vezes ele absorvesse o problema de outros e tornasse-o dele, para que assim pudesse ajudar.
Mas naquele dia, seu maior problema era a dor da perca, e não tinha ali alguém que pudesse faze-lo sentir-se bem. Mas todos o ajudavam com boas palavras. E mais uma vez ele chorava e se questionava, e não encontrava resposta para suas duvidas, ele só queria entender, como podia se apegar tanto a alguém que não conhecia pessoalmente que ficava só nas conversas através da internet.
Aquele dia passou e seguido dele vieram outros dias, e aquela dor nunca teria acabado, mas estava prestes a ser apenas um passado triste.
E então uma noite comum, como qualquer outra daquelas em que ele costumava entrar no chat de sua religião para conversar distrair, encontrou uma outra pessoa que contava uma historia bem parecida com a da amiga que havia falecido, então começaram a conversar, trocaram email’s e mais adiante ja estavam conversado muito bem.
Um dia o garoto comentou com ela o ocorrido, e ela ouvindo a historia ficou intrigada, pois na verdade aquela garota havia mentido para o garoto sobre seus pais, na verdade os pais dela não era quem o garoto imagina, não era as pessoas da foto que ela mostrara uma vez.
O garoto ficou revoltado, não acreditava na moça que agora conversava com ele, então a moça também sem paciência, mandou uma foto, a mesma que a garota havia mandado a ele pouco antes do acidente, e logo em seguida a moça enviou a ele a foto daquele casal junto dela, e mais outras que testificavam que eram familiares.
Aquele garoto entrou em choque quando a moça afirmou que aquela garota por quem ele tinha certo carinho não passava de uma pessoal falsa, tinha um perfil falso uma vida falsa, era real, mas não passava de uma farsa para enganar as pessoas, o garoto educadamente se despediu da conversa e muito triste nunca mais voltou a falar com aquela moça, uma parte dele acreditava na moça e nas evidencias que eram tão claras, e a outra parte dele ainda sentia falta das conversas e das risadas, dos conselhos, do carinho que havia entre ele e a garota.
Aquela noite para ele foi terrível, o choque que ele havia tomado era de acabar com qualquer pessoa que uma hora acredita e outra desacredita...
Sentiu o desejo imenso de acabar com aquele episodio, se afastou um bom tempo do chat, e procurou viver como se nada daquilo que ele passou fosse verdade.
E seguiram-se os dias. (...)          - Victor Nali

24 de março de 2011

É valido enganar?! - baseado em fatos reais. (Primeira Parte)


  Um garoto conhece uma garota através do “deus” chamado internet, criam uma amizade sincera e muito interessante por sinal, trocam telefones, conversam sobre um futuro breve onde poderiam se conhecer se encontrar, aqui na terra.
  Um dia o garoto, e todo contente por sua nova amiga virtual, procura por ela na rede, e não a encontra, achando estranho, pois ela sempre estava por lá naquele horário, busca por informação. Para sua tristeza, horas mais tarde descobre que a pobre garota havia sofrido um acidente terrível, e que chegara a óbito naquele momento.
  O mundo para esse garoto parecia ter parado naquele instante, ele relembrava os momentos de risos, histórias, experiências e atenção trocado entre eles. Inconformado o garoto procura saber o por que de tudo, um dia antes, eles haviam conversado, e ele sabia que ela estava bem, apesar de que, lembrou-se que ela havia comentado sobre o namoro, que não andava bem. Imediatamente o garoto recorreu a amigos dela, amigos que ela tinha em sua rede, já foi adicionando e logo questionava, parecia que conhecia e tinha uma amizade de seculos com aquela garota. Depois de muita conversa veio a resposta que ele não queria ouvir, soube que naquela noite apos ter falado com sua amiga virtual, ela fora a casa de seu namorado e descobriu que ele o traia, transtornada e confusa saiu às pressas de carro, sem que pudesse evitar chocou-se de frente com outro veículo, e logo viu a cena por qual se passava, já não respirava mais, já não pertencia mais esse mundo.
  O garoto ao saber da real historia, trancou-se nele mesmo, existia raiva de alguém que ele não conhecia, amor e dó por alguém que ele também não conhecia.
  Teve que aceitar a triste perda, deixar o ultimo recado em sua caixa postal, com a tristeza de saber que ela jamais iria ler, mas no coração dele, existia a pureza de dizer as últimas palavras, as palavras que seriam de adeus. (...)          
- Victor Nali