24 de março de 2011

É valido enganar?! - baseado em fatos reais. (Primeira Parte)


  Um garoto conhece uma garota através do “deus” chamado internet, criam uma amizade sincera e muito interessante por sinal, trocam telefones, conversam sobre um futuro breve onde poderiam se conhecer se encontrar, aqui na terra.
  Um dia o garoto, e todo contente por sua nova amiga virtual, procura por ela na rede, e não a encontra, achando estranho, pois ela sempre estava por lá naquele horário, busca por informação. Para sua tristeza, horas mais tarde descobre que a pobre garota havia sofrido um acidente terrível, e que chegara a óbito naquele momento.
  O mundo para esse garoto parecia ter parado naquele instante, ele relembrava os momentos de risos, histórias, experiências e atenção trocado entre eles. Inconformado o garoto procura saber o por que de tudo, um dia antes, eles haviam conversado, e ele sabia que ela estava bem, apesar de que, lembrou-se que ela havia comentado sobre o namoro, que não andava bem. Imediatamente o garoto recorreu a amigos dela, amigos que ela tinha em sua rede, já foi adicionando e logo questionava, parecia que conhecia e tinha uma amizade de seculos com aquela garota. Depois de muita conversa veio a resposta que ele não queria ouvir, soube que naquela noite apos ter falado com sua amiga virtual, ela fora a casa de seu namorado e descobriu que ele o traia, transtornada e confusa saiu às pressas de carro, sem que pudesse evitar chocou-se de frente com outro veículo, e logo viu a cena por qual se passava, já não respirava mais, já não pertencia mais esse mundo.
  O garoto ao saber da real historia, trancou-se nele mesmo, existia raiva de alguém que ele não conhecia, amor e dó por alguém que ele também não conhecia.
  Teve que aceitar a triste perda, deixar o ultimo recado em sua caixa postal, com a tristeza de saber que ela jamais iria ler, mas no coração dele, existia a pureza de dizer as últimas palavras, as palavras que seriam de adeus. (...)          
- Victor Nali

Um comentário:

  1. (...)trancou-se nele mesmo, existia raiva de alguém que ele não conhecia, amor e dó por alguém que ele também não conhecia (...)
    Tão profundo, e tão triste. Muito lindo papai urso, muito mesmo.

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